Incontinência intestinal

Definição

Incontinência intestinal é a perda do controle do intestino que leva à evacuação involuntária das fezes. Esse quadro pode variar desde o vazamento ocasional de um pequeno volume de fezes e gases até a perda completa do controle das evacuações.

A incontinência urinária, um tópico separado, é a incapacidade de controlar a micção.

Nomes alternativos

Evacuação incontrolável; Perda do controle do intestino; Incontinência fecal; Incontinência - intestino

Considerações

Entre os idosos com mais de 65 anos, a incontinência intestinal ocorre mais frequentemente em mulheres.

Crianças que apresentam vazamento de fezes durante o treinamento para deixar de usar fraldas ou que têm constipação podem ter um quadro chamado encoprese.

Para reter as fezes e manter a continência, é necessário que o reto, o ânus, os músculos da pelve e o sistema nervoso funcionem normalmente. Poderá haver incontinência se há um problema com qualquer uma dessas estruturas. A pessoa também precisa ter habilidade física e mental para reconhecer e responder à vontade de evacuar.

Muitas pessoas sentem-se envergonhadas com a incontinência intestinal e podem não informar o médico. No entanto, a incontinência pode ser tratada. Discuta com o seu médico se você apresentar incontinência intestinal. O tratamento adequado pode ajudar a maioria das pessoas. Exercícios para fortalecer os músculos anais e pélvicos podem ajudar os intestinos a trabalhar adequadamente.

Causas

Causas de incontinência intestinal incluem:

Cuidados em casa

Frequentemente, mudanças simples podem ajudar no tratamento da incontinência intestinal. Seu médico poderá recomendar um ou mais dos tratamentos a seguir.

Dieta. Alguns alimentos podem causar o problema. Alimentos que podem levar à incontinência em algumas pessoas incluem:

Fibra. Adicionar volume à sua dieta pode engrossar as fezes. Para aumentar a fibra:

Exercícios de reeducação intestinal e do assoalho pélvico. Estes métodos podem ajudá-lo a controlar o músculo do esfíncter anal quando você sentir vontade de evacuar. Um profissional de saúde poderá mostrar exercícios para fortalecer o assoalho pélvico e os músculos anais. A reeducação intestinal envolve a tentativa de evacuar em determinados momentos do dia.

Algumas pessoas não percebem quando é hora de evacuar. Outras têm dificuldade de locomoção até o banheiro. Essas pessoas precisam de cuidados especiais. Para evitar o problema, ajude-as a ir ao banheiro logo depois das refeições e quando sentirem vontade. Além disso, verifique se o banheiro é seguro e confortável.

Usar fraldas geriátricas ou outras formas de proteção pode ajudar uma pessoa incontinente a se sentir segura quando sair de casa. Você pode encontrar esses produtos em farmácias.

CIRURGIA

No caso de falha do tratamento conservador, o seu médico poderá recomendar cirurgia. Existem várias opções. A escolha da cirurgia se baseia na causa da incontinência intestinal e na saúde geral da pessoa.

Reparo do esfíncter retal. O reparo do esfíncter é realizado em pessoas cujo anel do músculo anal (esfíncter) não funciona adequadamente em virtude de lesão ou do envelhecimento. O procedimento consiste em reanexar os músculos anais para apertar o esfíncter e ajudar o ânus a fechar mais completamente.

Transplante de músculo grácil. Em pessoas com perda da função nervosa do esfíncter anal, transplantes do músculo grácil podem ser feitos para restaurar o controle intestinal. O músculo grácil é colhido da porção interna da coxa. A seguir, é colocado ao redor do esfíncter para fornecer tônus muscular.

Esfíncter artificial. O esfíncter artificial consiste em três partes: um manguito que se ajusta ao redor do ânus, um balão regulado por pressão e uma bomba que infla o manguito.

O esfíncter artificial é implantado cirurgicamente ao redor do esfíncter retal. O manguito se mantém inflado para manter a continência. Ao desinflar o manguito, a pessoa evacuará. O manguito inflará de novo automaticamente em 10 minutos.

Estímulo do nervo sacral. Um dispositivo pode ser colocado dentro do corpo para estimular os nervos que mantêm a continência fecal.

Diversão fecal. Às vezes, a diversão fecal é realizada para pessoas que não podem ser ajudadas por outras terapias. O intestino grosso é anexado a uma abertura na parede abdominal chamada colostomia. O bolo fecal passa por essa abertura para uma bolsa especial. A pessoa precisará usar uma bolsa de colostomia para colher as fezes a maior parte do tempo.

Tratamento com injeções. Este procedimento injeta um gel espesso no esfíncter anal para aumentar o seu volume.

Se o tratamento não melhorar a incontinência intestinal, você pode usar dispositivos especiais de coleta fecal para conter as fezes e proteger sua pele contra lesões. Estes dispositivos têm uma bolsa drenável conectada a um adesivo circular, com um buraco no centro, que se encaixa na abertura do ânus.

Quando contatar um profissional de saúde

Comunique quaisquer problemas de incontinência ao seu médico. Consulte um médico se:

O que esperar da consulta médica

O médico realizará perguntas sobre o seu histórico médico. Informe ao seu médico qualquer medicamento que você esteja tomando. Antiácidos ou laxantes podem causar incontinência intestinal, sobretudo em idosos.

O médico realizará um exame físico concentrando-se na área do estômago e do reto. O exame digital do reto e do ânus também será realizado. O médico introduzirá um dedo lubrificado no reto para avaliar o tônus do esfíncter, os reflexos anais e verificar quaisquer anormalidades na região retal.

Os testes diagnósticos que podem ser solicitados incluem:

Referências

Madoff RD. Diseases of the rectum and anus. In: Goldman L, Schafer AI, eds. Goldman-Cecil Medicine. 25th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2016:chap 145.

Rao SSC. Fecal incontinence. In: Feldman M, Friedman LS, Brandt LJ, eds. Sleisenger and Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease. 10th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2016:chap 18.


Data da revisão: 12/1/2016
Revisão feita por: Subodh K. Lal, MD, gastroenterologist with Gastrointestinal Specialists of Georgia, Austell, GA. Review provided by VeriMed Healthcare Network. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, Brenda Conaway, Editorial Director, and the A.D.A.M. Editorial team.
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