Tuberculose pulmonar

Definição

A tuberculose pulmonar é uma infecção bacteriana contagiosa que afeta os pulmões, mas que pode se disseminar para outros órgãos.

Nomes alternativos

TB; TP; Tuberculose - pulmonar

Causas

A tuberculose pulmonar é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (M. tuberculosis). A tuberculose é uma doença contagiosa: a bactéria pode se espalhar de uma pessoa infectada a outra através da inalação gotículas de ar provenientes da tosse ou do espirro de uma pessoa infectada. A infecção pulmonar resultante é denominada tuberculose primária.

A maioria das pessoas se recupera da infecção primária por tuberculose sem alguma evidência adicional da doença. A infecção pode permanecer inativa (latente) por anos. Em algumas pessoas, a infecção pode se tornar ativa novamente (reativação).

A maioria das pessoas com sintomas de uma infecção de tuberculose primária foi infectada pela primeira vez muito tempo antes do aparecimento dos sintomas. No entanto, em alguns casos, a doença pode se tornar ativa dentro de semanas após a infecção primária.

As seguintes pessoas apresentam maior risco de contrair a tuberculose ativa ou de reativação da tuberculose:

O risco de contrair tuberculose aumenta se você:

Os seguintes fatores podem aumentar a taxa de infecção por tuberculose em uma população:

Sintomas

Geralmente, o estágio primário da tuberculose não causa sintomas. Quando os sintomas da tuberculose pulmonar ocorrem, eles podem incluir:

Sinais e testes

O exame físico realizado pelo seu médico pode mostrar:

Os testes que podem ser solicitados incluem:

Tratamento

O objetivo do tratamento é curar a infecção com medicamentos que combatam a bactéria da tuberculose. O tratamento da tuberculose pulmonar ativa sempre envolverá uma combinação de vários medicamentos (geralmente, quatro medicamentos). Todas as drogas devem ser continuadas até que os testes de laboratório mostrem quais medicamentos terão os melhores resultados.

Você pode precisar tomar vários comprimidos em momentos diferentes do dia por seis meses ou mais. É muito importante que você tome os comprimidos seguindo exatamente conforme orientado pelo seu médico.

Quando as pessoas não tomam os medicamentos para tuberculose seguindo as recomendações, o tratamento da infecção se torna muito mais difícil. A bactéria pode se tornar resistente ao tratamento, ou seja, os medicamentos não funcionam mais.

Quando houver a preocupação de que um paciente não está tomando os medicamentos conforme a orientação, o médico pode precisar monitorar a pessoa para que ela tome os medicamentos prescritos. Esta abordagem é chamada de terapia diretamente observada. Neste caso, os medicamentos podem ser ministrados 2 ou 3 vezes por semana, conforme prescrito pelo médico.

Talvez seja necessária a internação em um hospital por 2 a 4 semanas para evitar a disseminação da doença para outros até passar a fase de contágio.

Por lei, o médico ou enfermeiro deve relatar casos de tuberculose à secretaria de saúde local (notificação compulsória). A equipe de cuidados de saúde se certificará de que você receba a melhor assistência possível.

Grupos de apoio

Você pode reduzir o estresse da doença participando de um grupo de apoio em que os membros compartilham experiências e problemas comuns.

Expectativa (prognóstico)

Os sintomas costumam melhorar após um período de duas a três semanas. Um raio-X do tórax não mostrará esta melhora antes de semanas ou meses mais tarde. A perspectiva é excelente se a tuberculose for diagnosticada precocemente e o tratamento for iniciado rapidamente.

Complicações

A tuberculose pulmonar pode causar danos permanentes nos pulmões se não for tratada desde o início. Além disso, ela pode se espalhar para outras partes do corpo.

Os medicamentos usados para tratar a tuberculose podem causar efeitos colaterais, incluindo:

Um exame de vista pode ser feito antes do início do tratamento para que seu médico possa monitorar alterações na saúde dos seus olhos.

Quando contatar um profissional de saúde

Ligue para seu médico se:

Prevenção

A tuberculose é uma doença que pode ser evitada, mesmo naqueles que foram expostos a uma pessoa infectada. O teste cutâneo para tuberculose pode ser feito em populações de alto risco ou em pessoas que possam ter sido expostas à tuberculose, como profissionais da área médica.

As pessoas expostas à tuberculose devem ser submetidas ao teste cutâneo mais rápido possível, e devem passar por um teste de acompanhamento em uma data posterior se o primeiro teste for negativo.

Um teste cutâneo positivo pode significar que você entrou em contato com a bactéria. Isso não significa que você tenha tuberculose ativa ou que seja contagioso. A vacinação pode interferir no resultado. Converse com o seu médico a respeito do resultado do teste cutâneo e sobre como prevenir a tuberculose.

O tratamento imediato é extremamente importante para controlar a disseminação da tuberculose daqueles que têm a forma ativa da tuberculose para aqueles que foram infectados com a doença.

Alguns países com alta incidência de tuberculose, como o Brasil, fornecem a vacina BCG para prevenir a tuberculose.

As pessoas que tomaram a BCG ainda podem realizar o teste cutâneo para tuberculose. Converse com seu médico sobre os resultados do teste, se forem positivos.

Referências

Fitzgerald DW, Sterling TR, Haas DW. Mycobacterium tuberculosis. In: Bennett JE, Dolan R, Blaser MJ, eds. Mandell, Douglas, and Bennett's Principles and Practice of Infectious Diseases, Updated Edition. 8th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2015:chap 251.

Hopewell PC, Kato-Maeda M, Ernst JD. Tuberculosis. In: Broaddus VC, Mason RJ, Ernst JD, et al, eds. Murray and Nadel's Textbook of Respiratory Medicine. 6th ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2016:chap 35.

Nahid P, Dorman SE, Alipanah N, et al. Official American Thoracic Society/Centers for Disease Control and Prevention/Infectious Diseases Society of America clinical practice guidelines: treatment of drug-susceptible tuberculosis. Clin Infect Dis. 2016;63(7):e147-e195. PMID: 27516382 www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27516382.


Data da revisão: 11/14/2016
Revisão feita por: Jatin M. Vyas, MD, PhD, Assistant Professor in Medicine, Harvard Medical School; Assistant in Medicine, Division of Infectious Disease, Department of Medicine, Massachusetts General Hospital, Boston, MA. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, Brenda Conaway, Editorial Director, and the A.D.A.M. Editorial team.
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